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Qual é a vacina contra a volatilidade?

Estudar e conhecer o seu perfil de investidor, os produtos oferecidos e seus riscos é uma maneira de sofrer menos com a volatilidade.

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Marcio Macedo

Tempo médio de leitura: 5 minutos

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Marcio Macedo, CFP®, gerente da B3 Educação

Se tem um tema que ganhou relevância em todo o mundo durante a pandemia foi a vacina e como ela tem um papel importante tanto para prevenir quanto para desacelerar a propagação de uma determinada doença. 

O ano de 2022 está só começando e muitos investidores devem estar se perguntando se existe também alguma vacina quando o assunto é proteger seu dinheiro e seu patrimônio contra a volatilidade do mercado. 

Isso porque, além de mais um ano vivendo com as incertezas causadas pela covid-19, temos um cenário econômico com inflação alta, juros subindo, alta do dólar e eleições pela frente.  

Mas se serve de consolo, não é algo exclusivo que acontece só aqui no Brasil. Ano eleitoral normalmente é sinônimo de volatilidade para os mercados em todas as partes do mundo. Que tal então começar desde já a tomar algumas medidas preventivas para te ajudar nesse momento?

Antes de falar de algumas ferramentas que temos em mãos, vamos entender o que é, afinal, a volatilidade para o mundo dos investimentos. 

A volatilidade é caracterizada pela frequência e intensidade das oscilações de um determinado ativo financeiro, que pode ser uma ação, um título público ou um fundo. Quanto maior a imprevisibilidade, maior é a oscilação de preços, e, portanto, maior também o risco de investir neste determinado ativo. Apesar das incertezas, os investidores conseguem olhar as oportunidades e fazer a alocação dos seus recursos a partir do seu apetite e perfil de risco.

Organização financeira

Então, o primeiro passo que gosto de reforçar para qualquer investidor, seja em um cenário de alta volatilidade ou não, é organizar suas finanças. E aqui vale um pouco de tudo: cortar gastos desnecessários, renegociar dívidas caras e, sempre que possível, quitá-las para eliminar juros altos. E, a partir daí, começar a pensar em transformar sua situação financeira iniciando ou ampliando sua reserva financeira e seus investimentos. Aproveite esse início de ano para dar os passos necessários e então pensar na diversificação de seus investimentos.

Como diversificar os investimentos em 2022

Adiversificação também é uma ótima aliada quando o assunto é enfrentar a volatilidade dos mercados. Pensar em ter uma carteira diversificada é pensar em colocar nela diferentes tipos de ativos, isso vale para títulos de renda fixa e até ações. Além de variar também os riscos associados aos ativos, como setores da economia ao qual fazem parte, a moeda, a localização geográfica e os indexadores (inflação, CDI, Ibovespa B3 ou dólar), por exemplo.

Equilibrar liquidez, risco e rentabilidade na hora de fazer suas escolhas de investimento funcionam como uma dose extra da vacina, já que pode pulverizar os riscos da sua carteira e o resultado disso é o investidor ter retornos diferentes a aspectos externos, como políticos, econômicos ou sociais que não podemos controlar.

Um bom profissional da sua corretora pode te ajudar a olhar e entender a prateleira de produtos disponíveis e suas características, sempre em linha com o seu perfil de risco. E o que não faltam são opções de investimentos, com aportes iniciais que podem caber no bolso de cada um.

Uma carteira diversificada pode ser composta por ativos de renda fixa e variável. Assim, que tal começar aprendendo um pouco mais sobre títulos públicos? Eles podem ser pós-fixados (acompanham a taxa de juros), pré-fixado (com rentabilidade pré-determinada) e atrelado à inflação. Também existem ótimas opções de títulos de renda fixa privado, como um CDB, LCIs, etc.

Pensando em renda variável, uma boa forma de começar diversificando são os chamados ETFs. Através de uma única cota, o investidor tem a chance de adquirir uma cesta de ativos já que estas opções acompanham alguns índices.

Como estamos falando de diluir o risco, não esqueça dos produtos com exposição a ativos no exterior como fundos, BDRs e BDRs de ETFs, por exemplo.

Os BDRs são recibos de ações de empresas estrangeiras ou cotas de índices negociados na bolsa brasileira. Hoje, já são mais de 800 opções de empresas e índices globais liberados para negociação na B3, com a vantagem de o investidor poder investir em um ativo conhecido globalmente sem precisar enviar dinheiro para fora. 

Para enfrentar qualquer volatilidade ou tempestade que surgir no caminho, a dica é estudar e conhecer o seu perfil de investidor, os produtos oferecidos e seus riscos. Dessa forma, você terá em mãos as melhores ferramentas para administrar seu dinheiro. 

Deixo aqui um convite para você: o Hub de Educação da B3 é um ótimo lugar para quem quer começar a percorrer sua jornada de investimento ou para aqueles que já são investidores e querem conhecer mais sobre o mercado e a bolsa. 

O nosso desejo é que, em 2022, todos estejam protegidos contra os efeitos da volatilidade e em dia com suas finanças. 

Um grande abraço.

*PorMarcio Macedo, CFP®, gerente da B3 Educação.

As informações desta coluna são de inteira responsabilidade do autor e não do Pesca Feliz e das instituições com as quais ele possui ligação. 

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