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O ESG vai te pegar em 2024: renda fixa e variável sustentável

Colunista aponta os motivos para o investidor ter alocação em ativos ESG.

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Esse é o terceiro de um especial de cinco artigos com as previsões e temas atuais sobre investimentos sustentáveis em 2024, até porque, como dizia Edgar Fiedler, economista famoso por suas frases sobre previsões feitas por nós economistas: “Pergunte a cinco economistas e você obterá cinco respostas diferentes – seis se um deles for para Harvard.”

Dessa forma, trago mais uma coluna com previsões para o ano e continuo afirmando que mesmo que você não queira sua carteira terá algum ativo que possui estratégia de sustentabilidade acoplada em 2024. 

Nessa coluna, cito as motivações para você pensar com carinho na alocação de sua carteira que inclua renda variável e renda fixa ESG (acrônimo em inglês para os aspectos financeiros ambientais, sociais e de governança) e porque vale a pena começar a investir nessa estratégia.

Isso se mostra claro quando olhamos que do lado da oferta, as empresas emissoras de ações e títulos de dívida sustentáveis estão sendo pressionadas ou, usando uma expressão mais romântica, incentivadas pelos governos através de leis, regulações ou incentivos fiscais a buscarem gerar operações e estratégias mais verdes e sociais, o que acaba contribuindo muito para o combate à mudança climática que o mundo está enfrentando.

Claro que elas fazem isso incentivadas por uma facilidade de entrada de recursos com custos mais baixos de captação ou de recebimento para realizarem projetos ESG, como por exemplo, de energia limpa, de aumento da diversidade de gênero em cargos de chefia ou diversos outros tipos de projetos sustentáveis.

Fica óbvio que uma empresa não sustentável que você invista hoje tem uma precificação bem inferior a como ela terá depois de ser financiada para colocar toda a sua planta industrial, por exemplo, com características que respeitem o meio ambiente ou a população ao seu redor. Ou seja, esse incentivo dado pelos governos vai naturalmente valorizar a ação da empresa que você investiu.

Falando de Brasil, por incrível que pareça, estamos buscando a liderança mundial no que tange a criar uma estrutura de mercado financeiro que incentive os investimentos e financiamentos corporativos sustentáveis. 

Como já disse nessa coluna, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi a primeira a adotar as novas regras de sustentabilidade no padrão da Fundação IFRS, órgão que desenvolve os padrões de divulgação contábil e de sustentabilidade mundiais nas peças de divulgação de informações das empresas aos investidores.

Foi um movimento estratégico de demonstração para o mundo de que somos um dos principais portos de destinos dos investimentos sustentáveis. Segundo a Bloomberg, tais investimentos devem ultrapassar os US$ 53 trilhões em 2025. Um terço do volume total de ativos sob gestão no mundo nesse mesmo ano, estimado em US$ 140 trilhões.

Outro movimento estratégico da CVM foi a publicação no ano de 2022 da Resolução CVM 175 que instituiu um novo marco regulatório dos fundos de investimentos. Entre outros itens, essa norma simplificou o acesso aos investimentos, incluindo os sustentáveis, como por exemplo, a permissão aos fundos alocarem créditos de carbono em suas carteiras. 

Nessa esteira, vem aí o marco legal do crédito de carbono que está nesse momento passando pelo Senado e deve ser aprovado até julho desse ano. Ou seja, diversos itens de incentivos que nos mostram que a hora de entrar é agora, por isso não percam tempo e vejam quais investimentos mais seguros a fazer em renda variável ou fixa ESG, o retorno de médio e longo prazo virá se você escolher bem.

Por fim, temos que aproveitar esses incentivos, em breve eles também se encerram, principalmente, quando os retornos financeiros dos projetos sustentáveis diminuírem ou quando os custos de capital se tornarem mais caros para as empresas. De qualquer maneira, mesmo não fazendo nada, o ESG vai te pegar em 2024…    

Alexandre Furtado é Presidente do Comitê de Informações ESG da Fundação Getúlio Vargas, Sócio e Diretor de ESG da Grant Thornton.

As informações desta coluna são de inteira responsabilidade do autor e não do Pesca Feliz e das instituições com as quais ele possui ligação. 

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