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Economia

IPCA-15 fica abaixo do esperado em maio, com deflação das passagens aéreas

Prévia da inflação desacelerou a 0,51%, e mercado passa a precificar corte na Selic.

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OÍndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,51% em maio, sobre alta de 0,57% no mês anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou abaixo pelo projetado pelo mercado de 0,64% e mostra desinflação da economia, dizem analistas.

Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,07%, abaixo dos 4,16% registrados em abril. E, no acumulado do ano, variação positiva de 3,12%.

A desaceleração do índice no mês de maio veio do efeito da deflação de gasolina e da passagem aérea, com contribuição de -0,31 ponto percentual na margem. As maiores contribuições foram dos grupos saúde e cuidados pessoais (1,49%) e alimentação e bebidas (0,94%). Na contramão, dois grupos registraram queda: artigos de residência (-0,28%) e transportes (-0,04%).

Aeroporto Congonhas Crédito: Agência Brasil

O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, disse que os números mostram um “arrefecimento” importante, apesar da inflação de boa parte desses grupos ainda estarem acima do desejado pelo Banco Central.

“Esses dados podem ajudar positivamente o cenário do Banco Central, mas ainda é cedo para afirmar que essa será uma nova tendência. Apesar de ter vindo melhor do que o esperado, acreditamos que a autoridade monetária deve manter a taxa de juros inalterada na próxima reunião do Copom, em junho. Mas, abre-se uma janela para o BC começar a discutir possíveis cortes em breve”, disse.

Gustavo sung, economista-chefe da Suno

Ricardo Jorge, especialista em renda fixa e sócio da Quantzed, ressaltou que a prévia da inflação teve dados muito positivos.

“Um movimento positivo para bolsa e para juros. A notícia é muito positiva, a gente vê que há um processo de desinflação cada vez mais aparente. A leitura do número foi positiva para os mercados em geral. Esse movimento vem pra somar com a aprovação do arcabouço fiscal.”

ricardo jorge, especialista em renda fixa e sócio da Quantzed

Para Andréa Angelo, da Warren Rena, o número divulgado nesta quinta-feira traz de volta o otimismo visto no IPCA de março. “A desaceleração da inflação subjacente pode voltar para a rota de descompressão e encerrar o ano abaixo de 6%”, disse.

Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos, disse que o índice trouxe outros dados positivos, como arrefecimento dos núcleos de inflação acumulada em 12 meses e a deflação em serviços.

“O dado já deve provocar revisões para baixo para o IPCA de maio e os juros futuros já reagem em queda, com maior precificação da possibilidade de corte da Selic na reunião do Copom em agosto.”

O economista Rafael Costa, integrante do time de estratégia macro da BGC Liquidez destaca a queda no preço das passagens aéreas.

“A forte deflação de passagem aérea (-17.26%) foi o destaque na desaceleração do headline de 0,61% do IPCA de abril para os 0,51% de hoje. Mesmo tendo antecipado a deflação em serviços (-0.06%), o índice cheio ainda veio mais baixo que a nossa projeção devido a um comportamento mais benigno em industriais [destaque pra vestuário e autos] e medicamentos e combustíveis”

economista Rafael Costa, integrante do time de estratégia macro da BGC Liquidez

Os números do IPCA-15 se refletiram em um movimento de queda dos juros futuros nesta quinta, com recuo também da rentabilidade de títulos do Tesouro Direto, com o mercado precificando cortes da Taxa Selic em breve. Enquanto isso, na bolsa de valores, setores mais sensíveis ao ciclo de juros, como varejo e construção, têm dia de alta das ações.

Alta nos medicamentos encarece saúde

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisas registraram alta. O grupo que registrou a maior alta no IPCA-15 foi o de saúde e cuidados pessoais, com variação positiva de 1,49%. A alta foi puxada pelo aumento nos preços dos produtos farmacêuticos (2,68%), após a autorização do reajuste de até 5,60% no preço dos medicamentos, em 31 de março.

Veja a variação de cada grupo abaixo:

  • Alimentação e bebidas: 0,94%
  • Habitação: 0,43%
  • Artigos de residência: -0,28%
  • Vestuário: 0,35%
  • Transportes: -0,04%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,49%
  • Despesas pessoais: 0,40%
  • Educação: 0,07%
  • Comunicação: 0,02%

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