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3 fatos para hoje: texto do arcabouço; desdobramentos de juros em alta e mais

O presidente do Banco da Inglaterra disse nesta terça-feira (23) que a inflação atual do Reino Unido está mais alta do que se esperava, mas já “superou sua pior fase”.

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O fato de o presidente Joe Biden e o presidente da Câmara dos EUA, Kevin McCarthy, não terem entrando em um consenso quanto ao teto da dívida reflete na baixa vista na manhã desta terça-feira (22) nos mercados mundiais.

As ações chinesas tiveram a maior queda percentual diária em um mês, com os participantes do mercado também preocupados com a desaceleração da recuperação econômica do país, enquanto o enfraquecimento do iuan e os riscos geopolíticos também mantinham o sentimento do investidor frágil.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,41%, enquanto o índice de Xangai teve baixa de 1,52%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, registrou queda de 1,25%.

Nesta manhã foram divulgados os dados do PMI da zona do euro que permaneceu resiliente, mas desacelerou um pouco mais do que se pensava este mês, já que o setor de serviços perdeu um pouco de seu brilho e a contração na indústria se aprofundou.

O Índice de Gerentes de Compras Composto (PMI) do HCOB para o bloco, compilado pela S&P Global e visto como um bom indicador da saúde econômica geral, caiu para 53,3 em maio, ante 54,1 em abril.

Embora ainda esteja confortavelmente acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, ficou abaixo da estimativa em pesquisa da Reuters de 53,5.

Já no cenário doméstico, o relator do projeto do novo arcabouço fiscal, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), afirmou na véspera após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixará alguns pontos de seu parecer mais claros para evitar dúvidas e garantir o equilíbrio do texto.

Veja abaixo 3 fatos para hoje:

1 – Alterações trarão clareza ao texto do arcabouço, mas não afetarão seu equilíbrio, diz relator

O relator do projeto do novo arcabouço fiscal, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), afirmou na véspera, após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixará alguns pontos de seu parecer mais claros para evitar dúvidas e garantir o equilíbrio do texto.

“Conversamos a respeito de tornar mais claro o texto em relação àqueles pontos que têm dúvidas, então questões redacionais”, disse.

Contudo, Cajado destacou que novas alterações não vão mudar o foco principal da proposta.

“Esse texto teve um equilíbrio muito grande. Nós perseguimos ali que tivesse o consenso maior possível e mudar ou fazer grandes alterações vai desequilibrar justamente a busca desse equilíbrio, que não foi fácil, mas que ao final mostrou-se pelo menos no resultado da urgência, extremamente equilibrado e com a maioria densa de apoiamento”, afirmou.

Cajado não informou quantas emendas oferecidas pelos colegas serão descartadas, mas fez questão de negar que seu texto abra o espaço de 80 bilhões de reais em gastos adicionais para o Executivo, um dos pontos que tem gerado controvérsia.

“Nós vamos clarear essa questão para não dar a entender que o relatório do meu substitutivo dá mais 80 bilhões de reais, nunca deu. Essa conta criou ruído e nós vamos encontrar a redação que deixe claro que não se está dando nada nesse sentido como possibilidade”.

Cláudio Cajado (PP-BA)

O relator também garantiu que haverá ganho real para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Após a reunião, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou os comentários de Cajado sobre os ajustes redacionais e disse acreditar que o relator “está em um bom caminho”.

Ministro Fernando Haddad 10/04/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

“Modificar (o texto) ele pode, porque é o relator, mas o que ele me trouxe aqui foram emendas para deixar mais claro contas erradas que foram feitas e como evitar que as pessoas tenham uma impressão equivocada do relatório”, disse Haddad.

Sobre a data da possível votação da matéria na Câmara dos Deputados, o ministro afirmou que Cajado disse estar confiante na votação ainda essa semana.

2 – Líder do governo afirma que haverá “desdobramentos” no 2º semestre caso taxa de juros siga alta

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta segunda-feira que haverá “desdobramentos” caso a taxa básica de juros da economia, atualmente em 13,75% ao ano, não tenha uma baixa.

Ao reforçar o discurso de muitos integrantes do governo contra a política do Banco Central, Guimarães argumentou que há melhora nos dados econômicos, o que justificaria um movimento de flexibilização da política monetária.

“Não tem inflação alta, o desemprego está cedendo, o crescimento está se estabelecendo.. Estamos fazendo as reformas que são necessárias e nada disso serve para uma baixa”, disse o líder governista em entrevista ao Jornal GGN, do jornalista Luis Nassif.

“Acho que se isso não ocorrer, teremos desdobramentos no segundo semestre em todos os aspectos”, acrescentou.

Mais cedo, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que tem observado uma desaceleração grande na inflação brasileira, mas que o núcleo dos preços ainda segue muito alto e as expectativas de alta dos preços permanecem elevadas.

Na entrevista desta segunda-feira, Guimarães também fez comentários sobre as negociações envolvendo o novo marco fiscal do governo. Segundo ele, o projeto a ser votado terá “o texto possível” — nem tanto quanto a esquerda gostaria, mas também sem ceder demais às demandas da direita.

“É o meio”, avaliou o deputado.

A previsão é de que a Câmara dos Deputados vote em plenário, ainda nesta semana, o novo arcabouço fiscal.

3 – BoE: Inflação no Reino Unido está acima do esperado

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês), Andrew Bailey, disse nesta terça-feira (23) que a inflação atual do Reino Unido está mais alta do que se esperava, mas já “superou sua pior fase”. Em audiência no Parlamento britânico, Bailey comentou que a inflação de serviços está se comportando mais ou menos como se previa em fevereiro, mas admitiu que o BoE subestimou a força dos preços de alimentos.

Bailey também reiterou que o BoE irá ajustar suas taxas de juros conforme for necessário para levar a inflação de volta à sua meta oficial, de 2%.

Também ecoando alerta que o BoE fez em sua última decisão de política monetária, quando o juro básico britânico foi elevado em 25 pontos-base, a 4,50%, Bailey disse que se houver “evidências de pressões” de preços mais persistentes, novo aperto da polícia monetária será necessário.

Com Reuters e Estadão

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