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Luxo compartilhado: Prime You mira na gestão de 100 patrimônios em 5 anos

Usuários de bens compartilhados dizem que esta é a maneira mais inteligente de ter patrimônios.

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O interesse dos brasileiros em compartilhar propriedades como mansões, carros esportivos, barcos e aeronaves com desconhecidos vai aumentar? Para a Prime You, empresa de compartilhamento de bens de luxo, sim. Por isso, a organização mira num aumento da gestão de 20 para 100 patrimônios em apenas cinco anos.

Marcus Matta, CEO e um dos proprietários da Prime You, afirma que “esse não é só um negócio do futuro, é um negócio do presente, e que no mundo ele vai crescer cada vez mais porque vêm sendo quebrados paradigmas”.  

Apesar do acesso a artigos de luxo ser algo bem distante para a maior parte da população do Brasil, existe a ideia de que esse tipo de bem pode se tornar menos custoso com a expansão do mercado de luxo compartilhado no país. Neste sentido, os proprietários – ou cotistas dos patrimônios – são beneficiados com a divisão dos custos de impostos e de manutenção, por exemplo. 

Por outro lado, João Victorino, administrador de empresas e especialista em finanças pessoais, comenta que um ponto negativo ao compartilhar bens como esses é não poder ter acesso a eles em determinados momentos. Isto ocorre porque os cotistas precisam agendar as datas que desejam usufruir os patrimônios, podendo coincidir com dias já agendados. 

“Em termos de economia de custos, compartilhar é uma ótima ideia, mas sempre há prós e contras em cada decisão. Desta forma, o luxo compartilhado acarreta saber ser maleável com a organização de agendas, para não haver mal entendidos. Então, caso você já tenha o seu imóvel próprio, pode adotar a ideia de compartilhar para economizar”, diz o administrador. 

Divulgação/Prime You.

Além da Prime You, existem outras empresas no segmento atendendo no Brasil, entre elas estão a Avantto(aeronaves),Auto Fraction (carros esportivos), Resid(imóveis),Iate Marine (embarcações) e outras.

A Prime You ingressou no mercado em 2008. Matta, CEO da organização, conta que a ideia de começar o empreendimento no Brasil surgiu depois que ele fez uma viagem para o exterior, onde teve a oportunidade de conhecer o modelo de negócio. 

Ele menciona que a primeira oportunidade que viu foi a de inovação, pois não havia nada parecido no país. Outro motivo foi que o negócio poderia oferecer vários tipos de patrimônios, o que iria garantir o crescimento da empresa. 

Ao ingressar no mercado, Matta conta que as maiores dificuldades foram legislação e quebra de paradigmas. “Como eu vou chegar para as pessoas que estão acostumadas com ‘meu avião’, ‘meu helicóptero’, ‘minha casa’, ‘meu barco’ ou ‘meu carro’ e dizer que agora ele tem a possibilidade de dividir, pagar proporcionalmente ao que usa… e vai poder ter mais com menos?”, expõe o CEO. A solução para isso foi um forte esforço de divulgação, segundo ele.

O que diz quem compartilha?  

Cacá Bueno: embarcação para lazer

Divulgação/Cáca Bueno em sua embarcação.

Cacá Bueno, empresário e automobilista, conta que sempre teve interesse em compartilhar patrimônios, por isso foi cotista de uma embarcação, por um longo tempo, junto a amigos. 

“Eu sempre tive interesse no compartilhado, essa é a verdade. E eu praticava ele de maneira privada, digamos assim… entre eu e amigos”, comenta. 

No entanto, ele menciona que, como não era algo profissional, havia complicadores que afetavam o processo de uso, por exemplo a gestão do patrimônio – que envolvia lidar com documentação, marina, manutenção, funcionário e outros. 

Tempo depois, com as dificuldades de gestão, Bueno decidiu abrir mão do negócio com os amigos e optou por algo profissional e com suporte. Hoje em dia, ele tem outra embarcação, junto a outros três cotistas. A disponibilidade de uso de cada cotista é de uma semana ao mês, o que, segundo Bueno, é o suficiente para ele. 

O empresário acrescenta que além dos serviços básicos para usufruir do patrimônio, a empresa que o atende ainda faz trabalhos personalizados, como organização da agenda de todos os cotistas, preparação dos alimentos que serão consumidos no dia, separação de brinquedos para as crianças etc. “Eu acabei encontrando outros benefícios, ainda que talvez nem sejam de quem está buscando o compartilhado”, diz. 

Divulgação/Cacá Bueno e sua família.

Para Bueno, o fato do negócio ser muito mais econômico faz com que ele se torne ainda mais interessante em alguns aspectos. “Eu ter um gasto muito menor me proporcionou ter um barco muito maior do que eu teria se eu fosse o dono único”, pontua. 

“Quando eu faço o compartilhado, eu diluo drasticamente o meu gasto, principalmente na minha cota. O recurso que acaba sobrando eu vou destinar a outras viagens, a outras experiências… foi uma questão de ter de uma maneira mais inteligente”, acrescenta. 

Quanto às desvantagens, do ponto de vista de Bueno, não há. Pois, para ele, o que poderia ser ruim é o conflito de interesse entre os cotistas em usar o patrimônio, mas geralmente isso consegue ser resolvido. 

Além disso, ele comenta que normalmente as pessoas acabam não tendo tanta disponibilidade para usar com frequência a embarcação, o que facilita os encaixes das agendas. “Acaba sendo difícil fazer uma utilização todas as semanas [disponíveis]”, diz.

Outro fato que ele traz é que poderia ser problemática a venda de sua cota, mas estando ligado a uma empresa isso fica mais fácil, diferente do que seria se o compartilhamento fosse com amigos. 

Márcio Maia: aeronave para trabalho

Divulgação/Márcio Maia.

Márcio Maia, advogado e sócio do escritório Maia & Anjos, conta que, em seu trabalho, algumas vezes precisa fazer deslocamentos ágeis para atender clientes que estão fora da cidade. “Para se deslocar de carro por três ou quatro horas às vezes fica inviável”, diz. Dessa maneira, ele precisou pesquisar sobre como seria a aquisição de um helicóptero para a sua empresa, seja como patrimônio individual ou compartilhado.

No fim das contas, “foi bem simples decidir pelo compartilhamento profissional”, segundo ele. Maia menciona que “não fazia sentido econômico nenhum” ter um helicóptero só para a sua empresa, pois é “caríssimo”, além de que não teria tanto volume de uso e ninguém envolvido na empresa tem conhecimento de gestão de aeronaves, o que dificultaria as coisas. 

Portanto, a decisão de ter adquirido uma cota de um helicóptero através de uma empresa gestora não poderia ter sido melhor, segundo ele. “Não vejo nenhum motivo para ter uma aeronave sozinho, a não ser que você tenha uma aeronave e terceirize a gestão para empresas profissionais…”, acrescenta.  

Maia ainda conta que gostou tanto do modelo de negócio que posteriormente adquiriu outros patrimônios para uso pessoal. Hoje ele tem uma casa na praia e uma embarcação. “Eu estou hiper satisfeito, estou apaixonado. Tem estresse zero…”, diz.  

“O único downside é que você começa a trabalhar com datas mais fixas, às vezes você não tem aquela data específica que você quer. [Mas] se eu comparar o downside com tudo que vem junto, eu vou te falar que eu ainda coloco esse modelo como muito melhor…”, conclui o advogado. 

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